Valsa nº 6

Estreou no Teatro Duse (RJ) em 1993. Integrou o XX Festival de Teatro de São Cristóvão (1993), abriu o II Festival de Teatro e Dança do Estado do Tocantins (1994) e participou do I Porto Alegre em Cena(1994).

Sônia, menina assassinada aos quinze anos, tenta durante os 60 minutos deste monólogo lembrar-se de tudo o que lhe aconteceu antes de ter sido apunhalada pelas costas por alguém que lhe pedia que tocasse ao piano a Valsa nº 6, de Chopin. Sônia tenta encadear fatos que ninguém, nem mesmo ela, poderia afirmar se são verdadeiros ou inventados.

Assim, Valsa nº 6 conta a história de uma menina que não sabe quem é, nem onde está. Ela procura a si própria e, nesta busca, reinventa cada personagem que passou por sua vida. Reinventa, inclusive, Sônia. Fala-nos de uma Sônia malvada, ciumenta e perversa, mas também suave, lírica e infantil.

O jogo com a ambiguidade é a marca desse texto de Nelson Rodrigues. Valsa nº 6 lida com o espaço da transição, o espaço da passagem: a menina que se transforma em mulher; a passagem da vida para a morte; o espaço entre a realidade e a ficção. E não há como privilegiar um desses níveis, pois eles estão todos entrelaçados, convivendo em cena.

Elenco:

Claudia Ventura / Helena Varvaki

Ficha Técnica:

Autor: Nelson Rodrigues
Diretor : Antonio Guedes
Dramaturgista: Fátima Saadi
Direção musical: Daniele Lisboa
Iluminador: Antonio Guedes
Design gráfico: Cesar Medeiros